O mercado de ESG no Brasil cresceu de forma impressionante nos últimos cinco anos. Fundos de investimento com critérios ESG multiplicaram. Empresas publicam relatórios de sustentabilidade cada vez mais elaborados. Executivos falam de impacto ambiental e social em toda entrevista.
Mas junto com o crescimento veio o ceticismo — e, em muitos casos, o ceticismo é justificado. O greenwashing — a prática de apresentar uma imagem ambiental ou social positiva sem que ela corresponda à realidade — é um problema real e documentado no mercado brasileiro.
Como identificar o real do falso
Especialistas em ESG apontam alguns sinais de alerta. Empresas que publicam metas ambiciosas sem métricas claras de acompanhamento. Relatórios de sustentabilidade que destacam iniciativas marginais enquanto ignoram os impactos principais do negócio. Certificações obtidas de entidades sem credibilidade reconhecida.
Por outro lado, há empresas que estão fazendo o trabalho real: mudando processos produtivos, reduzindo emissões mensuráveis, implementando políticas de diversidade com resultados verificáveis. A diferença entre os dois grupos está nos detalhes — e nos dados.